BEL GORDO
Após rodar o mundo trabalhando em pâtisseries, boulangeries e restaurantes estrelados, a chef pâtissière Bel Gordo decidiu voltar ao Brasil para se dedicar aos macarons, paixão revelada após trabalhar ao lado do mestre da pâtisserie francesa, Pierre Hermé.
Em suas passagens por Paris, Roma, Nova Iorque, Londres, Tailândia, Vietnã, Bel trabalhou e se especializou. Em Roma, participou de cursos específicos da culinária italiana tradicional, como risotto, polenta e gellateria. Foi na capital italiana que se formou em Master de Jornalismo Enogastronomico, na Gambero Rosso. Em Londres, escultura de bolos e biscuit em pastilhagem e marzipan. Já na Tailândia e no Vietnã, vivenciou a culinária local em cursos e workshops.
Mas foi em Paris que Bel decidiu focar sua carreira na pâtisserie. Cursou Le Cordon Bleu, L’École Ritz Escoffier, Lenôtre e L’École de Boulangerie de Paris. Foi também na Cidade Luz que Bel trabalhou no Buffet Potel & Chabot, onde era responsável pela execução e montagem dos doces, preparação de petit fours e canapés para coquetéis. Além da passagem pelo Apicius, restaurante de Jean-Pierre Vigato, com duas estrelas no Relais & Chateux e na boulangerie Le Theme du Pain. Já de volta ao Brasil passou dentre outros, pelo Grupo Fasano, mas rendeu-se à paixão pelos doces e abriu a Bel Macarons.
ORIGEM DO MACARON
Especialidade francesa, o macaron deriva de uma mistura de amêndoas, açúcar de confeiteiro e claras de ovo. De acordo com dados históricos o macaron foi criado na Idade Média, na Itália, e levado para França por Catherine de Médicis no século XVII, época de seu casamento com o futuro rei, Duque de Orleães. A receita rapidamente se expandiu por diversas regiões de França. Desde então o macaron tornou-se presença obrigatória na corte francesa, tornando-se um dos doces preferidos da polêmica rainha Maria Antonieta.
A origem do macaron parisiense tal como se conhece hoje foi criada no final do século XIX: delicado por fora, seu recheio é macio e cremoso, com sabores peculiares a cada cor.